segunda-feira, 27 de junho de 2011

Nota de repúdio á "Deputada" Myrian Rios

Após um grande hiato e a possibilidade desse blog ser reformado em breve, retorno para deixar essa breve demonstração de indignação perante as declarações da deputada, talvez infeliz em sua expressão, como uma religiosa sem informação, ou uma criminosa em potencial. Não sabemos ao certo, mas sabemos que as ofensas foram claras.
Essa declaração foi enviada ao terapeuta Felipe Resende, redator do documento que será enviado demonstrando o nosso repúdio e exigindo uma punição nos moldes da lei vigente sobre calúnia e difamação.


"Preocupam-me que declarações como a que a ex-atriz, se é que podemos chamar seus trabalhos de “atuação”, e deputada estadual Myrian Rios, venham á mídia. O Brasil é um país extremamente carente de cultura e informação onde, por exemplo, parte da população ainda pensa que todos os homossexuais são portadores do vírus HIV. Sendo assim, é prejudicial para todos deixar que essa ex-modelo de revistas eróticas saia impune por um crime claro de calúnia e difamação contra pessoas cuja homossexualidade não é em nada relacionada com o caráter, conduta e principalmente, á um grave distúrbio psiquiátrico que é a pedofilia.
É compreensível a sua preocupação como mãe para com qualquer abuso ou violência que seus filhos estejam sujeitos nas mãos de funcionários criminosos, mas isso independe de sexualidade. Babás e outros empregados são presos diariamente por agressões, tortura, assédio e violência sexual, e em sua maioria eram heterossexuais, o que desmente completamente as afirmações distorcidas, desprovidas do mínimo conhecimento de psicologia e comportamento social.
Nada proíbe um empregador de demitir por justa causa uma pessoa agiu de maneira criminosa em sua casa ou empresa, e denunciá-lo tomando as devidas medidas legais quando forem aplicáveis. Ao contrário da imagem errônea que deputados passam sobre a PLC122, ela não acoberta praticas criminosas vindas de homossexuais. A má conduta independe de sexualidade, e como todos os cidadãos são, ou pelo menos deveriam ser iguais perante a lei, os homossexuais continuam sendo enquadrados nos mesmos artigos que os heterossexuais, caso pratiquem os mesmos crimes.
Para uma bancada de religiosos dispostos a manter o domínio cultural sobre uma população desprovida de informação e vontade de buscar a mesma, declarações como a da deputada Myrian são a oportunidade de ouro para incentivar o ódio em massa, o apego a falsos valores religiosos baseados na violência e discriminação e manter seus fiéis financiadores. Enquanto isso, os mesmos roubam, aplicam impostos abusivos sobre a população, sem que essa nada faça, apenas ore e espere o próximo aumento miserável de salário para contribuir com a obra dos que sequer se recorda de ter votado um dia."


Luane Caravante
Estudante de Publicidade e Propaganda pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e redatora.


Para quem não viu as declarações: http://virgula.uol.com.br/ver/noticia/famosos/2011/06/27/278404-myrian-rios-dispara-eu-tenho-direito-de-nao-querer-um-homossexual-como-meu-empregado

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Retornando à falta de rotina...



E a poetiza voltou.

Após tanto tempo, os dias pararam, os meses não esbarram em mim na sua marcha frenética para lugar algum. O relógio volta a um passado recém ocorrido em um segundo. A vida virou estoque para mais tarde.
Por isso, talvez a poetiza tenha voltado. Pois sei que por alguns ilusórios anos vivi, e não senti vontade de expressar coisa alguma. Posso chamar isso de ‘férias’.
E o que dizer? Se cada dia simplesmente domina a mente num torpor irritante, que não deixa atender a mais nada. Se os mil sons misturados em minha mente não me deixam pensar, não me deixam adormecer, quem dirá fingir-me de morta novamente. Me obrigo a fazer planos, para que neles continue a planejar, e assim reconhecer-me como ser humano ativo.
Senti falta de ver minhas fantasias vadiando por aí, felizes, sem pretensão nenhuma de se realizarem. Quando meus medos nada mais eram que conhecidos de bar. Via a rotina distante, nos olhos daqueles que me cercam, na sujeira em que pisava, pensando sequer estar ali.
Sinto-me melhor agora, em que sol, noite, neblina e luz artificial se fundiram na mais completa escuridão onde finalmente vejo, além do enxergar. Saudosos dias onde não mais sentia e sim observava. Onde não mais vivia e sim ansiava. Meu mundo é meu novamente.
E desejei viver, através do cadáver que se apelida poeta, do zero. Para que talvez, num terceiro dia daqui a alguns anos, mostre que da terra morta os vermes ainda trazem a vida, as flores, e todo resto que quem vê de cima não sabe donde vem. Apenas os poetas mortos sabem.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Poem 13/2009


Todos

Sim! Que derivem os afetos do mundo até mim!
No torpor dos desejos abatidos de solidão
Ah, se minha bondade consentisse... Somente teria a todos, e enfim...
... Em abraços sufocantes os acolheria em minha devastação.

Quero tudo que beijos e abraços puderem suportar
E em agrados desprezíveis deslumbrar o ódio que se resigna ao esvanecer
Ansiando todas as mãos inquietas que puder cativar
Enquanto repudiei quem em mãos devotas ousou me ter.

Que pecado tão terno ouso cometer?
Se de minha sádica constância sequer pude me esconder
Ilusão esquizofrenicamente embotada de prosperidade.

Doce culpa que não me deixa esquecer
Que de cada íntimo, cada espírito, um pouco usei conter
E aos poucos suturei os pedaços de minha vaidade.



Autora que mais parece turista de blog agradeçe as visitas e a consideração durante minha ausência. Beijos

segunda-feira, 28 de setembro de 2009


Distração

Doces brincadeiras de copos tensos
Olhares límpidos, á insignificância, dissipados
Beijos arremessados ao acaso, tão densos
Um acanhado purgatório para renunciados.

No chão grudento a cama dos ebriamente imaculados, detestáveis
Uma feliz estadia de autonegligencia
No vomito aguado o grito dos incontestáveis
No sono violentado o trégua da evanescência.

Tudo tão sereno e alucinante
Apenas dançam como crianças ao espernear
Tão sutilmente inebriante
Dissipa a histeria de almas que convulsionam ao pensar.

E que acabe ali tua angústia, teu amor
Que o veneno seja o soro para quem não sorriu
E que ao voltar para o mundo cheirando a álcool e dor
Faça-o recordar o que de mais deteriorado pariu.







Ps: Desculpem o sumiço ... mas são tantas coisas ao mesmo tempo pra incomodar que mais pareço uma analfabeta do semiárrido, impossível escrever algo assim ...
Mas acho que estou de volta ... [não tão bem como gostaria...mas]

domingo, 19 de julho de 2009

Poem 11/2009


Teus Olhos

Teus olhos não são os restos donde eu me afundava
Onde nada mais via senão tua alma em tormenta
Teu olhar hoje é arma, não mais o que sua vida ansiava
É apenas o espelho da luxúria da qual se sustenta.

Aquele teu olhar que do mundo se escondia
Hoje caça, tornou-se insípida perdição
O crédulo olhar que não tinha sequer noção do que via
Hoje usurpa e devasta facilmente um coração.

Lindos olhos que mal sabem camuflar teu medo
Fendas dum espírito que se trancou tão cedo
Que se entrega a uma estúpida vaidade.

Lindos olhos que há tanto tempo não via
Com os quais pensei que jamais me decepcionaria
E hoje ainda me atormentam em saudade.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Poem 10/2009


Funeral do Desagradável

Vou enterrar os restos da mágoa em vão
Que apodrentam amenamente em mim
Dopar-me na bonança da razão
Aparentar minha efêmera felicidade assim.

Amar cada ser apelidado de humano
Fundir-me em libido encenada
Intoxicar-me do que dizem não causar dano
Ser constante, terna e limitada.

Minha alegria em existir, arte fútil
Meu pensamento histérico, desígnio inútil
Seria nauseante viver assim.

Minha cólera coagulada
Minha amargura desperdiçada
Por arriscar converter o que perece em mim.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Poem 9/2009


Oculto em saudade, ainda o maldito desejar

Saudades de quando meu sangue fervilhava
Do dia corroendo-se esperando recordar-me daquela voz
Do desdém me meu olhar quando me espantava
Ao desejar densamente aquela ofensiva fria, tão feroz.

Ah, meu sono leve sem embalo
Minha vigília em sediciosa apreciação
Ah, meu descanso profundo após o abalo
Meu pesadelo, tão doce distração.

Meu fantasmagórico sentimento de prazer
Meu êxtase que sequer ousei descrever
Como eu amei todo aquele martírio.

Perco-me em ainda querer
E quero ainda me perder
Naquela tentadora volúpia, amargo delírio.

Desabafo sobre o casamento gay e o cristianismo


Ultimamente foram divulgadas várias notícias relacionadas ao casamento homossexual promovido por igrejas protestantes como a Igreja da Comunidade Metropolitana e a EFE, sem nenhum aprofundamento sobre a real importância dessas medidas, que são impostas implicitamente pelo senso de moral imposto pela sociedade e pela religião.
É uma visão romântica os homossexuais obterem o direito de realizar uma cerimônia sob o prisma tradicional do cristianismo. Porém, não são levadas em conta as origens dessa mesma crença e se ela realmente permitiria tal união. Assim como a religião católica, a religião protestante, ou evangélica, baseia-se nos mesmos princípios cristãos expostos na bíblia. Tais princípios abominam a relação entre dois homens ou duas mulheres, relatando-a como incompleta e mal vista aos olhos de Deus. Como seria possível então o casamento gay sobre esses mesmos princípios, e consequentemente, abençoadas pelo mesmo Deus? Não seria contraditório demais?
Não é novidade que o público GLBT carece de religiões onde são aceitos e livres de penalidades morais e religiosas. Talvez as afro-brasileiras, como a umbanda, estejam dentre as poucas que permitem a união e a convivência desses grupos na sociedade religiosa, apesar de que com o passar dos anos, incorporaram alguns princípios do cristianismo, mas sendo muito mais antiga a sua origem do que o mesmo.
Uma igreja bem poderia aceitar, mesmo que de forma hipócrita, o publico GLBT em seus cultos, realizar casamentos, pelo simples fato de que eles gerariam um grande rendimento financeiro, e seriam fiéis em longo prazo à instituição religiosa.
Mesmo que as intenções dessas instituições religiosas fossem as melhores possíveis, ainda sim seriam mal colocadas, sendo que a própria doutrina que se baseiam condena o comportamento homossexual. Como seria possível então celebrar uniões válidas sob o aspecto religioso, e não apenas pela beleza teatral do ritual, sem negar os fundamentos em que a própria celebração se baseia? Difícil não?
A questão é se realmente devem ser levados em conta esses ritos, e se o ato de casar em uma cerimônia religiosa tenha sido banalizado a ponto de que obrigatoriamente deve ser realizado, não importa sob quais circunstancias, para merecer respeito e reconhecimento da sociedade. Imparcialmente às crenças de cristãos, evangélicos ou não, antes de realizar uma cerimônia religiosa respeitada, é necessário respeitar o próprio senso de união entre o casal, homossexual ou não.
Quantos casamentos heterossexuais, tão invejados, construídos sob as bênçãos da fé e sob a beleza dos ritos religiosos, são destruídos por traições, brigas, incompreensão, egoísmo, dentre muitos outros problemas comuns e não exclusivos duma relação entre homem e mulher?
Antes da beleza da cerimônia, da magia da fé cristã ou de outro fundamento religioso, é necessário ver a verdadeira motivação do ato de casar, de estar junto com alguém por um período indeterminado, que pelo menos é o que se espera, e de construir uma vida estável a dois, com filhos talvez. E ainda mais importante, evidenciar o casamento civil, pois este abrange procedimentos legais e direitos civis que há muito tempo deveriam ser garantidos pela constituição a um casal independente da sexualidade, mas não são. Rever os princípios individuais é fundamental nessa sociedade dissimulada e hipócrita atual, já que antes de serem participantes de um grupo religioso, todos são cidadãos com vontades e crenças próprias, mas imersos numa moral em massa que os impedem de ver suas verdadeiras prioridades.

terça-feira, 26 de maio de 2009

† Poem 08/2009


Felicidade


Preciso dum sono tranquilo que faça desabrochar nos braços de alguém todo o ódio que nunca quis sentir.
Preciso respirar o ar torpe que me conforta em pesadelos.
Para quê vento? Para que chão?
Porque a cada grito, a cada sorriso paranóico, recordo-me de quando nunca fui feliz.
E a cada lagrima, lembro-me de quando nunca fui triste.
Para quê memórias?

Ter um rumo, um lugar, algemada por um atalho de princípios.
Minha cultura, meu martírio.
Para quê ser criativo se tenho quem me guiar?
Perder-me numa agonia sem fim de sucesso e felicidade, e arder num inferno de estabilidade e paz.
Para quê correr riscos, a vida pode ser planejada, não?

Quero um buraco cheio de bem estar e alegria.
Para que não lembre como é horrível caminhar.
Para quê, se tenho lâmpadas e ventiladores?
Não me recordar como é aborrecível pensar com razão, e nem como é desagradável ter sonhos.
Para quê se tenho televisão?

Um espasmo apodrecido de saúde.
Um soco repentino de lucidez.
Não quero mais bebida, nem cigarros, nem doces, nem gordura.
Para quê, se tenho remédios?
Cada dia um passo para o precipício das minhas metas.
Cada segundo um sedativo para meus desejos.
Minha alucinante decadência, meu triunfo em ser um exemplo.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

† Text 04/09

O passeio





Abro outra garrafa. Meu estômago revira-se em protesto contra minha atitude suicida, mas mesmo assim insisto. Cada gole desce como ácido pela minha garganta, pesa como chumbo, mas ajuda a empurrar os comprimidos. Não sinto gosto, não sinto cheiro, apenas desejo o torpor intenso que começo a sentir. Deito-me onde estou e deliro em meus sonhos que já não fazem mais sentido. Isso me apavora.
Levanto-me e começo a andar em círculos pelo pequeno quarto, até que resolvo vestir um casaco e sair. Cai uma chuva densa e morna, juntamente com um vento gélido que queima ao tocar a pele. Gosto dessa sensação. Caminho sem rumo, sem reconhecer as ruas que por tantos anos trouxeram-me tanta segurança e que agora mais parecem levar-me para minha execução a cada passo. Chego a uma reserva florestal próxima a minha casa. O cheiro de vegetação molhada me anima. Caminho sem me importar com a lama, as pedras, os galhos que machucam, pois nunca precisaram dar licença para estranhos, e eu estava lá, invadindo, arrancando tudo ao meu redor com meu espírito devastador.
Minhas pernas fraquejam e ajoelho-me ao lado de uma árvore, deitando em seguida. A chuva fica ainda mais intensa, mal enxergo, então somente fecho os olhos e sinto aquelas gotas que mais pareciam pedras cobrirem-me sem piedade. Viro a cabeça para o lado, tive a impressão de que iria me afogar, mas era só o vinho sendo recusado por meu estomago já tão frágil. Coloco a alma para fora, juntamente com o que sobrara em meu corpo, já que a comida me enojava há dias. Sento-me, ainda recostada na árvore. Tento observar algo, mas meus olhos não têm mais foco. Meus cabelos escondem minha face lívida e calma após noites em gritos de loucura. Torno a cabeça para o lado e fecho os olhos, nada ouço, nada vejo, nada sinto. Meu corpo tem espasmos, tremores, que não sei se são decorrentes do frio ou do choque por ter bebido tanto.
Num certo momento sinto duas mãos, pequenas, delicadas e quentes, tocarem meus cabelos. Não viro para ver quem é, apenas me entrego. Em seguida, braços macios e delicados como lençóis de seda me envolvem, num abraço terno e sem questionamentos. Deixo-me cair, aqueço- me em segundos. Lágrimas caem sem saber por quê. Fecho os olhos e ouço uma voz sem gênero.
- Estou aqui, tenha calma.
Senti uma tranquilidade invadindo-me, similar à do ventre materno, ou até maior. Agarro-me àqueles braços aparentemente tão frágeis e adormeço.
Acordo em uma cama grande, com lençóis brancos e muitos travesseiros. Não consigo enxergar o restante do quarto, tamanha é a claridade do ambiente. Meus olhos haviam se habituado à escuridão. Tento virar-me, mas sinto muita dor. Permaneço na mesma posição, virada para o lado direito da cama, olhando o vazio. Estou seca. Minhas roupas também não são as mesmas, são claras, limpas, leves. Observo meus braços, meu corpo. Vejo cicatrizes e hematomas que não reconheço. Sinto uma vontade imensa de chorar, mas aqueles lençóis branquíssimos imploram para que não o faça.
Escuto passos, lentos e alegres. Fecho os olhos fingindo ainda dormir. Sinto aquela respiração branda próxima a mim e um beijo no rosto como quem diz "cheguei". Aquela pequena mão passeia pelos meus braços, pelos meus cabelos. Fico imóvel. Sinto a doce figura se afastando e num reflexo abro os olhos e seguro aquelas mãos de porcelana, puxando-as em minha direção. Não vejo o rosto, mas por instinto, beijo-a suavemente, todavia com a voracidade de uma caça que encontra sua presa.
Não consigo ainda enxergar nitidamente, devido à claridade, mas reconheço uma figura feminina, de pele branca como gesso, e expressão calma. Desconcerto-me por causa do beijo com o qual a havia agredido sem permissão, mas ela não aparentou se importar. Colocando a mão em minha face, ordena com a voz mais terna que já ouvi: "levante-se".
Tento levantar-me, mas minhas pernas não têm estabilidade, tropeço e sento-me novamente à beira da cama colocando a cabeça dentre as mãos. Ela se aproxima: "Perdida minha flor?". Talvez esteja.
Em um súbito ataque de consciência, levanto-me e sigo aquela bela imagem até uma porta de vidro, que dá para um jardim cheio de flores do campo. Flores simples, nem tão bem cuidadas, mas lindas e perfumadas. Ela senta-se em um banco e eu a sigo, sentando ao seu lado. A claridade que me cegava diminui, mas ainda me perturba. Mal consigo manter os olhos abertos, mas ainda consigo admirar aquela mulher cuja qual seria redundante chamar de angelical.
Ela debruça-se sobre mim, está vestindo um longo vestido branco, com alças de renda. Eu finalmente consigo identificar minhas roupas. Uso uma calça larga de algodão leve e uma camiseta branca. Tento beijá-la novamente num impulso, mas ela vira o rosto. Envergonhada, torno a observar o jardim como fazia anteriormente. Ela me segura e me beija com a mesma intensidade, ou até maior, do que quando a beijara. Adormeço lenta e despercebidamente em seus braços.
Estou novamente em minha cama, com as mesmas roupas com as quais saí de casa, calça jeans, camisa e casaco pretos, ainda úmidos. Os cabelos com algumas folhas daquela árvore na qual me recostei. Levanto-me e tiro aquele incomodo de meu corpo, vestindo algo seco. Ainda estou tonta, mas enxergo bem na escuridão de meus aposentos. Observo meu corpo, as cicatrizes sumiram. Estou trêmula. Teria sido um sonho? Não, não é possível. Minhas roupas, agora pelo chão, meus cabelos, meus sapatos sujos de lama denunciam meu passeio. Observo insistentemente tudo ao meu redor, tentando encontrar uma prova do que havia visto e sentido. Em meu braço apenas uma fita de seda branca, como os lençóis da cama em que antes me encontrava. Desamarro a fita procurando algo que não sei. Leio gravado em letras acinzentadas, quase invisíveis, uma pequena mensagem. O quarto está escuro, não consigo ler. Abro a janela desesperadamente, e virando a fita contra a luz do por do sol, após aquela chuva que embalara meu desatino, e leio a mensagem: "Quando precisar estarei aqui."




Confesso que não sou boa em textos. Isso foi mais um ensaio para ver se coloco as palavras de forma coerente quando o assunto é narrativa. Espero não ter cansado os olhos alheios ao ler algo tão amador. E agradeço o tempo desperdiçado. Beijos

quinta-feira, 16 de abril de 2009

† Text 03/09



A mulher e a poetisa


Sou aquela que fala demais. Que na monotomia cotidiana se distrai com os próprios sorrisos histéricos, piadas perdidas num contexto banal, gracejos cheios de uma sinceridade quase infantil. Aquela que demonstra afeto ao criticar, ao julgar e a analisar todos os defeitos com o mais puro ceticismo. Sou aquela que não tem receio de perder nada na vida, apenas de ser esquecida por ela. Sou frígida, insensível, tenho planos constantes e seguros. Sou eloquente, introvertida e diplomata. A humanidade me interessa. Sou militante, ousada, mal-humorada e hiperativa. Sou auto-suficiente. Mentir é minha única distração e o dinheiro meu único consolo.


Sou aquela que escreve e que grita numa caligrafia distorcida o que a voz teme. Aquela que destila todo sua amargura em uma frase, todo seu amor em duas ou três palavras, todo seu ódio em uma. Sou aquela que em estrofes não consegue desprezar nada nem ninguém, apenas a si mesma. Sou depravada, densa e decadente. Não sei nada sobre o amanhã por não o desejar, não planejo por não saber mais o que almejo. Sou extrovertida, apática e egoísta. Não me preocupa nenhum outro indivíduo. Sou inerte, covarde e vegetativa. Sou extremamente dependente. Não engano ninguém, tudo que foge em minha triste escrita é a mais ingênua verdade, e nela meu abrigo são os braços de qualquer um.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Interrompendo...

Hoje meu amigo Max enviou-me por msn uma resposta que ele deu à um amigo. Achei bem convincente,e nem sei como esse amigo vai argumentar de volta, hehe;Enfim, gostei e resolvi colocar aqui:

"Dizem que não importa, a verdade, as pessoas veêm o que elas querem ver. Algumas pessoas podem dar um passo para trás e descobrir que elas estavam olhando a mesma cena o tempo todo. Algumas pessoas podem ver que suas mentiras quase o alcançaram. Algumas pessoas podem ver que elas estavam lá o tempo todo. E, em seguida, há aquelas pessoas, os que correm na medida do possível para que não precisem olhar pra si mesmos." By Maxsuel

Te amo irmãozinhu =]

domingo, 12 de abril de 2009

† Poem 07/2009


Criatura

Eu tenho ódio, eu salvo vidas, eu grito a razão
Eu tenho nojo, eu tenho alma, eu não acredito em emoção
Minha pele é fria, minhas lagrimas ardem, meu abraço é candente
Minha cabeça dói, meus olhos não cintilam, minha voz é demente.

Eu quero tudo, eu quero o nada, não quero morrer
Eu quero o sempre, eu quero o nunca, não quero viver
Quero deitar no asfalto, quero um muro alto, quero proteção
Quero rolar na lama, quero sangue e drama, quero lançar-me na imensidão.

Eu grito no vácuo, tenho convulsões de alegria, eu não sei sorrir
Meu beijo não tem medo, minhas cicatrizes pedem segredo, eu não sei mentir
Minha dor é aconchegante, minha assepsia é repugnante, não tenho vaidade
Minha morbidez conforta, meu ceticismo me controla, meu corpo não tem iniquidade.


Meus nervos são homicidas, minha medula tem veneno, tenho constantes delírios
Meus músculos são frágeis, minhas garras devastam a pele, meus afetos são meus martírios
Meu caminhar não é estável, nunca tive equilíbrio, minhas palavras não coerem
Tenho medo do lirismo, tenho raiva da felicidade, minhas fantasias me ferem.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

† Text 02/09


Vertigem

Em certos momentos a oscilação pertubadora de emoções parece matar aos poucos.
É um misto de angústia, nausea em seu sentido literal , cansaço, tristeza seguida de uma euforia histérica que tonteia, embota o olhar de cores mortas e faz esquecer onde se está, quem é, o que está fazendo ali.
Nunca é sutil, é estar no limite.
É sempre como um soco, uma dor aguda e um mal estar constante.
Um desconforto que não se sabe explicar.
Uma alegria que entristesse, uma tristeza que conforta.
Uma palavra de consolo que leva ao desespero ao mesmo tempo que uma crítica pode animar.
Não conseguir dormir, não conseguir comer, não conseguir pensar.
O coração, a alma e a razão estão num conflito tão destrutivo que não sobra tempo sequer para se defender dos delírios ou imersões bruscas na realidade.
O corpo e a mente não se entendem mais, é automático,vegetativo e tão imperceptível.
É a morte por evenenenamento do cotidiano.
O normal é tudo que rodeia, e tudo que invade é loucura.
E loucura seria a saída para escapar dessa normalidade sem sentido, sem razão.
Talvez a neurose seja o ultimo grito para alertar a si mesmo do presente, para tentar fugir.
É o prisioneiro que se suicída para fugir da prisão, nem que seja em espírito.
O feto que tavez queira ser abortado antes mesmo de nascer.
O mundo é a vala dos que querem ser algo, dos que pensam ser algo, e dos que acham que foram algo.
E aqueles pobres tolos que nunca foram ninguém talvez sejam os mais ricos.
Quem não é não deixou de ser, e não perder é o segredo da vitória.
Nada talvez faça sentido, nenhuma dessas palavras descontroladas.
Mas as vezes é preciso vomitar palavras para aliviar a vertigem do viver.

sábado, 21 de março de 2009



Amnésia

Vivi em meio à candura da amnésia
A tênue ignorância de se cativar
Tornei ás lembranças de minha angústia
Regresso este que me enoja ao ansiar.

E em tão medíocres gestos, somente suspiros
Surpreendo-me num olhar vazio à tua figura
Mumificada em minha mente, somente martírios
Entristeço-me na ilusão de tua brandura.

Como posso comparar-me a tua amada?
Arrastar-me por detalhes hediondos do inexistente
Que belo é o coma da mulher alucinada
Que jamais notará uma aversão tão eminente.

Como posso deter-me em teu semblante;
E ainda o vislumbrar com melancólica ternura?
Recordar-me do que não durou sequer um instante
Chorar pelo amor que não me fez sequer uma jura.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Novo Blog!!!!

Desisti de despejar postagens criticas por aqui. A partir de hoje esse blog será somente para textos artísticos, poesias e downloads, as matérias com outros temas irão para meu novo blog o ERROR171 (nome sugestivo não?), criado num acesso de bom humor que tive ontem. Como estudante de jornalismo, me bateu aquela vontade imensa de aliviar esse espírito crítico mal formado em algum lugar. Espero que gostem, e visitem a vontade. Beijos.

domingo, 15 de março de 2009

† Poem 06/2009


Invisível

Quem dera voltar a ser quem mais amara
protegida pela minha inocência
sou apenas o que toda vida desprezara
com os membros amarrados pela minha decência.

E coberta de pensamentos torpes
me torno cada vez mais renitente.

Alguém que abandonou em cada buraco um pedaço
para dividir com o mundo o que nem para si tinha
e demorou-se em sonhos, trazendo somente fracasso
apreendendo que sempre procurou estar sozinha.

Me arrasto do corpo que me foi dado
vago por aí, com o que sobrou de minha alma esvaecida
nessa alegria paranóica, deixada à proprio fado
em meio a escuridão procurando uma saída.


E vestida de palavras torpes
me torno cada vez mais resistente.

Procurando lugar numa existência desvairada
furtada, inventiva e incompreendida
não me importo em viver em histería desamparada
por não saber usar minha sorte desmedida.

E afogada em ilusões torpes
me torno cada vez mais insistente.

__

Selos


Selo "6 coisas,6 links"

Quero agradecer o blog "SUICIDE VIRGIN" pela indicaçaõ pro selo "5 coisas, 6 links"

Regras do Selo:

- Linkar a pessoa que te indicou; (Suicide Virgin)
- Escrever as regras do selo em seu blog;

- Contar 6 coisas aleatórias sobre você;

- Indicar mais 6 pessoas e colocar os links no final do post;

- Deixar a pessoa saber que você a indicou, deixando um comentário para ela;

- Deixar os indicados saberem quando você publicar seu post;

Seis coisas sobre mim;

* Namoro com a mulher da minha vida a seis meses, Juliana.
* Estou tentando montar uma banda de metal/death metal.
* Sou obcecada por música
* Estudo jornalismo, e pretendo fazer pós graduação em cinema
* Pretendo após fazer cinema, trabalhar com videoclipes e talvez viver disso.
* Exclui esse tópico por engano pensando que era rascunho XP


Minha lista de blogs indicados:

Suicide Virgin
'x Paam x'
A unica vontade é de estar aqui só.Somente
Cirandas de uma Rosa
Tagarelaa
Quarto Escuro




Selo "VALE A PENA ACOMPANHAR ESSE BLOG"



Gostaria de agradecer ao blog "Suicide Virgin" pelo selo "Vale a pena acompanhar este blog". Fico grata que esteja acompanhando meus humildes trabalhos, e lembrado de mim para o selo.

Regras do Prêmio:
1. Exibir a imagem;
2. Linkar o Blog do qual recebeu o prêmio;
3. Escolher 15 Blogs para entregar os prêmios e avisá-los.


Aqui vai minha listade indicados:

Suicide Virgin
StayFemale
As valsas invisíveis
A unica vontade é de estar aqui só. Somente
'x Paam x'
Quarto Escuro
Espírito da meia-noite
F&M
Cirandas de uma Rosa
Poeta de Momentos
Vãs Utopias
Forbidden Memories
Mulheres Extremas
Tagarelaa
ERROR171

---- De volta ... ---->

Após quase um mês, volto a postar e a poluír olhos e ouvidos alheios com meus trabalhos e downloads. Aos poucos volto a me atualizar, e obrigada por terem aguardado.

Beijos

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

--- AVISO --->


Bom, algumas coisas boas estão acontecendo, e irei mudar de endereço hoje, por isso ficarei sem internet por algumas semanas. Estarei atualizando o blog na medida do possível.

Até breve ^^

† Text 1/2009


Só quero uma chuva densa que me queime enquanto deito-me no asfalto.
Sentir aquele cheiro de poeira molhada e poluição que emana das árvores.
Minha mente pede o descanso dos vagabundos, meu corpo grita por um sinal de vida, uma gota de sangue perdida em um corte em vão.
Não sei mais a diferença entre a fumaça do cigarro e minha respiração eufórica convertida em ar quente e desesperado, nem a diferença entre o álcool e o torpor em que meu espirito se encontra, confundindo meu caminhar, confundindo minhas palavras, distraidas e sem pretenção.
Uma confissão de culpa, um pedido de perdão, um grito de socorro, todos no mesmo riso paranóico, com a face tremula enquanto contém as lagrimas que insistem em me distrair.
Me perco em devaneios, planos...
Parece tão real, sinto até o vento cortando meu medo em pedaços tão sutis que voam sem nenhum esforço decorando minha noite. Sinto também o espaço que me cerca desaparecendo, é só um caminho, é só uma descida rápida e tudo acaba. E derrepente sinto me segura o suficiente para me inclinar, jogar todo meu peso nos braços frágeis da minha loucura, ansiosa, me esperando a tanto tempo.
Sinto um baque, sinto o tecido molhado de meus travesseiros, sinto que ainda estou aqui, imóvel, com o coração explodindo de raiva.
Foi tudo tão real que meus sapatos sujos de lama me confundem. Minha roupa molhada e meus braços com as marcas das mãos que me interditaram não conseguem explicar o que aconteceu.
Minha existência confusa, sem saber se ainda está ali, olhando o teto e tentando entender o que houve, ou não.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

† Poem 05/2009


Tua lembrança

Onde não nasce sequer uma flor apodrecida
E o mais poderoso veneno é a água
É onde ficou esvanecida
A última lembrança sua, decomposta pela mágoa.

Nem ao menos o resto da verdade sobrevive em sua tez
Proferida inutilmente por sua voz maldita
Elas se juntaram ao amor que se liquefez
Encharcado por lágrimas de paranóia infinita.

Talvez apenas uma bela sombra
Permaneça vagando pelos arredores do inferno
Ou apenas sua respiração branda
Queime pelo ar em noites psicóticas de inverno.

Não quero que sua lembrança me visite
Nem em meus devaneios em cada torpe madrugada
Que sua simples existência não hesite
Em abandonar a apocalíptica morada.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

† Poem 04/2009


Todos os poemas de dezembro

Todos os poemas em dezembro despejarei
vagos e súbitamente sem pretenção
todos os poemas em dezembro gritarei
para compensar as blasfêmias de minha razão.

Todos os poemas em dezembro rabiscarei
perdidos, entre sussurros e monotomia
todos os poemas em desembro sengrarei
juntamente com minhas lágrimas de cada dia.

Todos os poemas em dezembro sairão desesperados
uma sequência de arrependimentos destonados
numa queixa inútil e desmedida.

Todos os poemas em dezembro serão minha salvação
pequenos murmúrios de perdão
o despertar do pesadelo de minha alma adormecida.

01/12/2008

Maysa - Quando Fala o Coração - trilha sonora-2009

Muitos pensam que passo os dias ouvindo metal, punk, dentre outras coisas similares, e repentinamente surge na exibição do meu msn uma ou outra música diferente causando espanto entre meus contatos. Uma dessas músicas, aliás, várias delas, são de uma cantora chamada Maysa Matarazzo. Confesso que não conhecia quase nada sobre ela e sua carreira até a exibição da minissérie "Maysa - Quando fala o coração", exibida esse ano pela rede globo (sim, tenho meus momentos de fraqueza assistindo aquela emissora maldita). Infelizmente tenho que assumir que a série foi muito bem produzida, e exceto por alguns delírios roteirísticos, é de ótima qualidade.
Posto aqui algumas informações sobre a Maysa juntamente com os 2 cds da trilha sonora da minissérie, lançados esse ano.

Maysa nasceu na capital paulista em 6 de junho de 1936, numa família tradicional do Espírito Santo que logo se mudou para o Rio de Janeiro. Manteve contato com vários músicos da Bossa Nova, com os quais pôde expandir referências musicais.
As composições e as canções foram escolhidas de maneira a formar um repertório sob medida para o seu timbre, que não era o de uma voz vulgar -- pelo contrário, possuía um viés melancólico e triste, que se tornou emblemática do gênero fossa ou samba-canção. Ao lado de Maysa, destacam-se Nora Ney, Ângela Maria e Dolores Duran. O gênero, comparado ao bolero, pela exaltação do tema amor-romântico ou pelo sofrimento de um amor não realizado, foi chamado também de dor-de-cotovelo. O samba canção (surgido na década de 30) antecedeu o movimento da bossa nova (surgido ao final da década de 50, em 1957), com o qual Maysa se identificou. Mas este último representou um refinamento e uma maior leveza nas melodias e interpretações em detrimento do drama e das melodias ressentidas, da dor-de-cotovelo. O legado de Maysa, ainda que aponte para dívidas históricas com a bossa, é o de uma cantora de voz mais arrastada do que as intérpretes da bossa e por isso aproxima-se antes do bolero.
O uso de álcool e moderadores de apetite deixavam seu temperamento instável. Foram conhecidos os escândalos que promoveu em hotéis e aviões de diversos países. Tentou o suicídio várias vezes. Supõe-se que o efeito de anfetaminas somado à ingestão de álcool, teria provocado o acidente de carro, na Ponte Rio-Niterói, que a matou em 1977, quando dirigia a "Brasilia azul" em alta velocidade, indo para a casa de praia em Maricá, litoral fluminense.

A carreira da cantora foi retratada na minissérie Maysa - Quando Fala o Coração, exibida pela Rede Globo em 9 capítulos, do dia 05 ao dia 16 de janeiro de 2009. A série é de autoria de Manoel Carlos, protagonizada pela estreante atriz Larissa Maciel e dirigida por Jayme Monjardim, filho da cantora.

Enjoy!



Maysa - Quando fala o coração (ÁLBUM DUPLO)

tracklist para download faixa a faixa:

Disco 1

1. Resposta
2. Tarde Triste
3. Adeus
4. Ouça
5. Franqueza
6. O que
7. Se Todos Fossem Iguais a Você
8. To the Ends of the Earth
9. Bronzes e Cristais
10. Por Causa de Você
11. Suas Mãos
12. Bom Dia, Tristeza
13. Eu Sei que Vou Te Amar
14. Hino ao Amor

Disco 2

1. Dindi
2. O Barquinho
3. Bésame Mucho
4. Chão de Estrelas
5. I Love Paris
6. Quizás, Quizás
7. Fim de Noite
8. Primavera / Valsa de Eurídice / Canção do Amanhecer
9. Demais / Meu Mundo Caiu / Eu Preciso Aprender a Ser Só - ao Vivo
10. Ne Me Quitte Pas - ao Vivo
11. Bonita
12. What Are You Doing the Rest of Your Life?
13. Morrer de Amor

sábado, 31 de janeiro de 2009

Tristania - Illumination (2007)

Tristania é uma banda de metal sinfônico da Noruega fundada em 1996.

A música da banda é geralmente classificada como metal gótico com influências do doom metal. Em seus primeiros lançamentos a banda tinha um som baseado em riffs do black metal com teclado dominante, com bastante foco nos vocais femininos "teatrais" e instrumentos musicais tipicamente eruditos como o órgão de tubos, a flauta e o violino. A banda também faz uso extenso do vocal gutural de Morten Veland. Em álbuns posteriores, a banda procurou balancear mais o estilo vocal e adotar uma postura mais progressiva em seu som.

Illumination é o quinto álbum da banda, lançado em 30 de Janeiro de 2007. Este álbum a saída do vocalista Kjetil Ingebrethsen e a entrada do guitarrista Svein Terje Solvang como membro definitivo do grupo. O vocalista Vorph da banda Samael faz uma participação com seus vocais guturais. Este foi o último álbum da banda com a vocalista Vibeke Stene.
Enjoy!



Tristania - Illumination

tracklist para donwload faixa a faixa:

1-Mercyside
2-Sanguine Sky
3-Open Ground
4-The Ravens
5-Destination Departure
6-Down
7-Fate
8-Lotus
9-Sacrilege
10-Deadlands

Não tenho as faixas bonus lançadas para a europa e américa do norte =/

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

† Poem 03/2009

Seu Amor Infinito

Toda raiva revirando-se
suas mãos procurarem algo ansiosas, perdidas
cada espasmo de fúria em seu corpo
seus olhos procurarem repouso, inocentes
sua cabeça em meu colo buscando amnésia
seus passos apressados distraindo sua mente
suas palavras, confusas, saindo em pânico
sua voz amarrada ao choro que lhe sufoca
e esse choro fugindo através do seu sorriso
sua alma procurando um lugar para descansar
seu descanso, tão raro, procurando justificativa
seu abraço tentando preservar o mundo
sua vida dividida em pedaços reutilizáveis
seu amor infinito negando sua recompensa tão merecida
seu amor infinido do qual querem sempre mais
seu amor infinito que lhe consome
seu amor infinito que te odeia, te sabota
seu amor infinito que rebela-se contra ti
seu amor infinito que te salvará
seu amor infinito que te matará
seu amor infinito que te recussitará
seu amor infinito que me recussitou
e agora eu sinto, a todo momento, tudo que habita em ti.

29/11/2008

† Poem 02/2009

Sem título 29/11/2008

Esforço-me tanto para gritar em papéis
muito mais do que achei que deveria
sentimentos pálidos, em tons pastéis
palavras em lãmina que sequer me arranharia.

Tenho saudade dos tempos em que meu sangue me inspirava
e que a raiva da solidão era minha companhia
talvez o ódio rendesse-me mais do que esperava
e em gritos e rabiscos tão rapidamente escrevia.

O amor não foi a salvação que queria
nem quando o beijo que implorava, em dias me envolvia
sou apenas um amontoado de confusão.

É que não sabia do monstruoso espaço existente
de um coração tão renitente
em acreditar que a felicidade não é alucinação.

...

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Lacula Coil - Comalies

Lacuna Coil é uma banda de metal gótico[1] formada em Milão, Itália, em 1996. Outros nomes da banda, antes de chegar ao atual, foram Sleep of Right e Ethereal. A banda é inspirada pelo imaginário gótico, e seus membros são conhecidos musicalmente por compor canções que consistem em linhas de guitarra entrelaçadas com o teclado, contrastando com vocal feminino da bela Cristina Scabbia e masculino, tornando o som bastante melódico.

Comalies é o terceiro álbum de estúdio da banda italiana de gothic metal Lacuna Coil, lançado em 8 de Outubro de 2002 pela Century Media.

Enjoy!



Lacuna Coil - Comalies

Tracklist para download faixa a faixa:

1. Swamped
2. Heaven's A Lie
3. Daylight Dancer
4. Humane
5. Self Deception
6. Aeon
7. Tight Rope>
8. The Ghost Woman And The Hunter
9. Unspoken
10. Entwined
11. The Prophet Said
12. Angels Punishment
13. Comalies
14. Lost lullaby

The Distillers - Coral Fang

The Distillers era uma banda musical dos gêneros punk rock e rock alternativo que foi formada em 1998, tendo seu fim anunciado em 2006. Eles lançaram seus dois primeiros álbuns musicais, sob o selo Hellcat Records, antes de serem contrados pela Sire Records, integrante da Warner Music Group. The Distillers era liderado por Brody Dalle, com vários músicos integrando em períodos diversos.

Lançado pela Sire Records (gravadora americana) Coral Fang é o terceiro álbum da banda Punk Rock The Distillers, lançado em 2003.

Enjoy!



The Distillers - Coral Fang

Track list para download faixa a faixa:

1. Drain the Blood
2. Dismantle Me
3. Die on a Rope
4. The Gallow Is God
5. Coral Fang
6. The Hunger
7. Hall of Mirrors
8. Beat Your Heart Out
9. Love Is Paranoid
10. For Tonight You're Only Here to Know
11. Death Sex

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

† Poem 01/2009

Faz um bom tempo que não posto nenhuma poesia ou texto de minha autoria.
Não que eu tenha produzido muito nos ultimos tempos, mas tenho uma quantidade considerável de coisas em atraso para despejar aqui.
Sem mais delongas....


Sem título 01/12/2008

Minha dor, meu prazer, meu exílio
num gracejo breve foge um suspiro
minha encenada auto-depreciação, meu martírio
Quero ar, quero um abraço do precipício em que me atiro.

Minha taquicardia, meu paraíso
quero agarrar nos braços de minha piedade
o calor e o esconderijo que preciso
quero dormir nos prantos da minha insanidade.

Hoje quis que uma ofensa me canonizasse
quis que o inferno me perdoasse
pela glória maldita que faz-me sentir assim.

Pedi para que anjos me afogassem
que a vaidade e o orgulho me beijassem
e que me perdessem em sensatez sem fim.




Imagem: Francisco Goya