domingo, 30 de dezembro de 2007

ACABOUUUUUU

Putakeopariu [q fino!] acabou essa merda de ano. Pelo menos para mim esse é o ultimo dia inútil do ano [já que amanhã quero estar sufucientemente bêbada pra não lembrar nem que ano vai começar]. Mas assim, é tempo de pensar, fazer uma restrospectiva avaliando os pontos bons e ruins desse ano? O caralhooo!!!! É tempo de mandar tudo pra porra e começar outro ano com os dois pés na porta, e restrospectiva quem faz é globo, record e até o SBt [credo!].

Mas meu ano foi estranho, com um puta prejuízo financeiro, confesso, mas conheçi uma caralhada de gente boa, sendo que alguns vão ser amigos para o resto da vida talvez [chora, que lindo, que emo], e é isso que eu tenho que considerar.

Também comi batata frita, coca cola, chocolate e cheeseburguer o ano todo para engordar dois míseros quilos [tá isso não vem ao caso, mas no fundo, vou me gabar por ser magra de ruim...ahaaaa...Redufin em vocês suas balofa...ahaaa...q sem graça].

É tempo de comemorar, comer o que você deveria comer o ano todo, mas só toma coragem no fim do ano, abraçar aquele parente que você odeia e falar no outro dia que ele usa perfume da 25 de março, estourar a mão com aquele rojão 12 tiros da caramuru *[quero dinhero pela propaganda seus porra], dar aquela batida perda total no carro e sair sem um arranhão, e por isso, não ter como dar uma desculpa para o dono verdadeiro do carro [hospitalizado pelo menos vão te perdoar] e o melhor, ir naquelas conveções, confraternizações e amigos secretos onde você sempre dá presente para uma pessoa que falou mal o ano inteiro [ou compra uma coisa bem cara e num tira a etiqueta com o preço, ou compra algo da lojinha de 1,99 mesmo] e vê aquelas pessoas do seu trampo que tentam inpor o mínimo de respeito, pulando de cueca em cima da mesa cantando sandra rosa madalena e gritano "cainimim", com um copo de chopp na mão, e alguem filmando tudo pra por no youtube.

Bah, mas fim de ano não é só isso, é época de descer para o litoral e pular aquelas sete ondinhas naquela água cheia de inhaca que jogaram pra Iemanjá e ela devolveu..ahhhaaaa. E ainda mostrar seus atributos físicos avantajados e flácidos, numa praia com apenas 646471946576465 pessoas por metro quadrado, sem contar os ambulantes pulando todos numa verdadeira demonstração para deixar o panamericano no chinelo "olhaaagua,olhaaguaolhaaguaolhaagua", "olhauspetindidcamaraum".

Bom estou livre disso tudo, mas só estou escrevendo nessa porra de blog agora porque não tenho mais nada para fazer, é uma mistura de tédio, stress, preguiça, uma lata de leite condensado, uma chícara de chocolate em pó, duas colheres de sopa de margarina. Acrescente todos os ingredientes numa panela mexendo em fogo brando até ficar uma mistura homogênea. Quando estiver soltando da panela [aquele fundo grudado que sua mãe vai chingar horas para lavar] , espere esfriar, unte as mãos com margarina e faça bolinhas passando-as, em seguida, por chocolate granulado e colocando em forminhas [ou não].

Alguem quer brigadeiro? To comendo agora e sujando o teclado...


quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Ressureição

Ele só sabe que quer ir embora, mas nunca soube porque sente uma vontade repentina de abandonar tudo, quase a todo momento. Não seria mais cômodo seguir a rotina, já que as feridas doem menos quando gangrenam ou começam a destruir os nervos? Talvez ele ache que a resposta é sim, e por isso, tudo em sua vida tenha caído numa loucura inerte. Loucura que ele sempre desejou, consciente ou inconscientemente.
Ele busca algo parecido com a morte, mas não esta em seu sentido literal. Todos morem um dia, naturalmente ou não, e não seria grande fato se ele morresse "convencionalmente", pois sente que já tem esse direito, só não sentia-se como "todos".
O corroía de dentro para fora uma idéia turva de interromper a própria vida sem morrer. Uma estranha contradição a princípio mas que começou a analisar e a entender num fim frustante de adolescência tardia.
Seu primeiro passo seria desaparecer. Não fisicamente, mas espiritualmente, ou seja, as atitudes dele com relação a esse mundo precisariam esvair-se de tal forma que ele não se sentiria mais como parte de uma coletividade. Talvez desse modo conseguiria, enfim, desapareçer fisicamente, sem rastros, sem culpa.
Entretanto isso é difícil, quase inviável, e o que resta é aceitar aquela rotina. Dava-lhe enxaqueca ver se obrigado a pensar e a se dedicar a coisas pelas quais não tinha o mínimo de interesse. Doía-lhe o esforço hérculeo de de conduzir um corpo todos os dias , pré-programado para as poucas tarefas que ainda conseguia executar e para algumas brincadeiras e piadas que mais pareciam doses enjoativas e anestesiantes de um remédio sem efeito, para uma infecção gerada no simples fato de acordar.
Ele não entende as pessoas como parte de sua vida, e talvez isso o faça sentir tão egoísta e carente. São muitas vidas, muitas fisionomias, muitos seres tão diferentes, todos alternando se a cada minito, indiferentes a presença dele ou dos demais. Ele até gosta dessa indiferença, mas não gosta de pensar que existem pessoas em situação "pior" que a sua. Isso trasforma, em certos momentos, a sua inquetude em simples capricho, e isso o apavora. Em contrapartida, ele sente-se aliviado em saber que essas pessoas podem estar mais atormentadas, doentes ou "pobres" (não se sabe em qual sentido da palavra pobre ele acredita) do que ele. Tranquiliza-se no fato de, como raramente faz, conseguir evidenciar seus pontos bons. Infelizmente isso é momentãneo (talvez tudo na sua vida seja), principalmente por causa da inveja que sente por outros, mesmo involuntáriamente ou com o pseudônimo de injustiça. Assim, ele repousa em sua mediocridade.
Como não sabe viver, conversar rir, gostar de algo ou de alguém, de forma que se sentisse seguro, ele procura uma alternativa simples, tão simples como desesperadora. Ele adorna-se com mentiras, idealizações, algumas fantasias e uma imaginação assustadoramente criativa. Tanto que essa imaginação chega a convencê-lo em momentos críticos. Talvez ele acreditasse, ás vezes, que são reais as suas palavras coloridas, narrativas quase verídicas e personagens quase nunca existentes.
Mesmo vendo no interlocutor uma evidente indiferença no olhar, ele acredita ser compreendido , ser o centro daquela atenção da qual acha que precisa. Acredita ser, pelo menos por alguns momentos, o foco de um interesse externo, que o faz sentir mais proximo dos seres que inveja e ama.
E nos poucos momentos em que a fantasia se dissolve, em que está sozinho, no vazio, sem lágrimas, sem pensamentos, voz ou criatividade. Quando as histórias projetadas no fundo da sua mente encerram, ele consegue o que sempre quis. Morre por algusn instantes sem saber como isso acontece. Sem previsão de quando viverá ou morrerá novamente.
Assim, ressucita aliviado para continuar imaginando, mentindo e criando uma vida híbrida, sem saber se é sua, se é roubada de alguém ou se, simplesmente, nunca existiu.
15,16/05/2007
Nota:
Ele: personagen ficctício

sábado, 22 de dezembro de 2007

Respostas cretinas para perguntas imbecis

Sempre apago os encaminhados da minha amiga Bianca [alemõa..hehe] porque eles sempre enchem a minha caixa de entrada do e-mail de porcarias inúteis e apresentações de power point inexecutáveis por uma pessoa com paciência normal. Porém acabei lendo isso aqui e me identifiquei com as falas abaixo, já que um dia utilizei algumas delas [sou grossa mesmo, e daí?].
Seguem abaixo as coisinhas que muitas pessoas, inclusíve nós mesmos merecemos ouvir ás vezes:


"1 - Quando te vêem deitado, de olhos fechados, na sua cama, com a luz apagada e te perguntam: - Você tá dormindo? - Não, tô treinando pra morrer!

2 - Quando a gente leva um aparelho eletrônico para a manutenção e o técnico pergunta: - Tá com defeito? - Não é que ele estava cansado de ficar em casa e eu o trouxe para passear.

3 - Quando está chovendo e percebem que você vai encarar a chuva, perguntam: - Vai sair nessa chuva? - Não, vou sair na próxima.

4 - Quando você acaba de levantar, aí vem um idiota (sempre) e pergunta: - Acordou? - Não. Sou sonâmbulo!

5 - Seu amigo liga para sua casa e pergunta: - Onde você está? - No Pólo Norte! Um furacão levou a minha casa pra lá!

6 - Você acaba de tomar banho e alguém pergunta: - Você tomou banho? - Não, mergulhei no vaso sanitário!

7 - Você tá na frente do elevador da garagem do seu prédio e chega um que pergunta: - Vai subir? - Não, não, tô esperando meu apartamento descer pra me pegar.

8 - O homem chega à casa da namorada com um enorme buque de flores. Até que ela diz: - Flores? - Não! São cenouras.

9 - Você está no banheiro quando alguém bate na porta e pergunta: - Tem gente? - Não! É a merda que está falando!

10 -Você chega ao banco com um cheque e pede pra trocar: - Em dinheiro?? - Não, me dá tudo em clips! "

sábado, 15 de dezembro de 2007

Soneto 1

Bom, acho que já era tempo de começar a escrever algo que preste por aqui (sem desmerecer o soneto da Florbela Espanca logo abaixo). Mas saindo da minha cabeça instável, até agora não vi nada além de textos desconexos sobre idiotices do dia a dia ( tudo bem, eu adoro escrever esses textos tá..rs). Só que o instinto "mamãe acho que sou artista" resolveu aflorar e fiquei com vontade de postar algo meu aqui (o que era a intenção inicial do blog mas graças a preguiça deixei de lado). Então ficam aí dois sonetos meus:


Horas, dias e anos

Estar ou não estar em uma rotina insistente
temendo ser um delírio eterno
rindo e chorando duma realidade ausente
incrédula sobre os céus e fugindo do inferno.

No sono torpe, a ilusão de descanso
em cada gole um pedido a mais de sede
a vida arranhando num movimento manso
para ver que em minutos derramados, mais um dia se despede.

Em olhares mecânicos, esperança e companhia
em cada palavra minha alma se confundia
vagando entre tantos, tão iguais, tão humanos.

Em cada lágrima o gosto de permanecer vivo
em cada grosseria ressucitava um pouco do ego inativo
esperando o fim de horas, dias e anos.


Num momento

Aconchego-me no teu abraço
fecho meus olhos desejando tua alma
aperto minhas mãos, delatoras de meu embaraço
e ensurdeço-me na tua voz tão calma.

Me perco em beijos e carícias
liberto palavras e juras inúteis
atiro-me para afogar num rio de evanescentes delícias
onde nadam desejos e sonhos fúteis.

Aperto tua mão como se te guiastes
seguro-te como certa de que me amastes
e acredito que ainda existe amor para mim.

Procuro tua face como quem procura uma esperança
em minutos meu passado se resume a uma lembrança
e temo que todo recomeço tenha um fim.



Ambos do dia 16/12/07

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Para ornar...

REALIDADE
Em ti o meu olhar fez-se alvorada
E a minha voz fez-se gorjeio de ninho...
E a minha rubra boca apaixonada
Teve a frescura pálida do linho...
Embriagou-me o teu beijo como um vinho
Fulvo de Espanha, em taça cinzelada...
E a minha cabeleira desatada
Pôs a teus pés a sombra dum caminho...
Minhas pálpebras são cor de verbena,
Eu tenho os olhos garços, sou morena,
E para te encontrar foi que eu nasci...
Tens sido vida fora o meu desejo
E agora, que te falo, que te vejo,
Não sei se te encontrei...se te perdi...
Florbela Espanca