quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Bom, lá estava eu remexendo a papelada inutil do meu quarto, pra alegria dos catadores de papel aqui do bairro que ainda vão montar uma multinacional por minha causa,e achei um poeminha, simples de tudo,todo dobrado, amassado, que deduzi que fiz num dia de "trabalho" na farmácia, ano passado, enquanto tava em pé na loja fingindo trabalhar e observar os clientes chinelentos.
Fiz alguns consertos, mas o poema é esse:

Fantasma [Nome provisório]

Acorda-me com sua quente e vaga lembrança
sua tez pálida e face de criança
com os olhos que um dia me enganaram
e mãos que um dia me tocaram

Visita-me a cada segundo enquanto estou acordada
miragem de graça e alma perturbada
cuja simples presença me envolve num sutil pranto
que arranca me um sorriso como que por espanto

Bela criatura que me fez pensar em amar
que em delírios sem fim fez me afundar
fantasma que talvez me acompanhe por toda a vida

Que nunca mais a veja, assim não poderei te perdoar
que nunca mais a toque , assim não poderei te desejar
com a sua morte em meu coração,em minha mente serás esquecida.


Nem tenho idéia de que mÊs foi, então...

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