sábado, 21 de março de 2009



Amnésia

Vivi em meio à candura da amnésia
A tênue ignorância de se cativar
Tornei ás lembranças de minha angústia
Regresso este que me enoja ao ansiar.

E em tão medíocres gestos, somente suspiros
Surpreendo-me num olhar vazio à tua figura
Mumificada em minha mente, somente martírios
Entristeço-me na ilusão de tua brandura.

Como posso comparar-me a tua amada?
Arrastar-me por detalhes hediondos do inexistente
Que belo é o coma da mulher alucinada
Que jamais notará uma aversão tão eminente.

Como posso deter-me em teu semblante;
E ainda o vislumbrar com melancólica ternura?
Recordar-me do que não durou sequer um instante
Chorar pelo amor que não me fez sequer uma jura.

3 Reações adversas:

  1. Mano,particularmente eu amei esse,sério..me senti dentro das palavras que vc escreveu...é bom qd agente se didentifica pq assim agente entende mais xDD
    Enfim.

    Belo poema,cada dia melhores =D

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  2. superação ao enfrentar uma perda...

    quanta dor, em busca do resgate de nosso orgulho!

    adorei as palavras!!!

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  3. ah! sim! exagero ou não o romantismo é assim e assim será!
    quanto ao amor, o seu ainda não foi e talvez não "voltará"... desculpa a rima boba!
    gostei do poema, um tanto obscuro, um tanto tranparente, mas não tenho mania de julgar poemas, por isso é difícil pra mim postar comentários em poemas (rsrs) apenas sinto, e os seus... estou amando sentir

    abrigado pelo carinho e até

    Davi

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