
Quem dera voltar a ser quem mais amara
protegida pela minha inocência
sou apenas o que toda vida desprezara
com os membros amarrados pela minha decência.
E coberta de pensamentos torpes
me torno cada vez mais renitente.
Alguém que abandonou em cada buraco um pedaço
para dividir com o mundo o que nem para si tinha
e demorou-se em sonhos, trazendo somente fracasso
apreendendo que sempre procurou estar sozinha.
Me arrasto do corpo que me foi dado
vago por aí, com o que sobrou de minha alma esvaecida
nessa alegria paranóica, deixada à proprio fado
em meio a escuridão procurando uma saída.
E vestida de palavras torpes
me torno cada vez mais resistente.
Procurando lugar numa existência desvairada
furtada, inventiva e incompreendida
não me importo em viver em histería desamparada
por não saber usar minha sorte desmedida.
E afogada em ilusões torpes
me torno cada vez mais insistente.
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Oi, achei seu blog em alguma comunidade do orkut e achei muito legal!
ResponderExcluirVc escreve perfeitamente bem! Parabéns
^^
BjOoo
A propósito... se morasse mais perto da minha cidade, eu montava a tal banda de Death Metal ctg.
ResponderExcluirhuahuahuahua
Inté
poema singular!
ResponderExcluirgrato pelo elogio...
tb de hoje em diante sigo teu blog.
me agrada quem não se rende à "normalidade" que este mundo quer impor... me agrada muito.
sutil abraço
Davi