domingo, 15 de março de 2009

† Poem 06/2009


Invisível

Quem dera voltar a ser quem mais amara
protegida pela minha inocência
sou apenas o que toda vida desprezara
com os membros amarrados pela minha decência.

E coberta de pensamentos torpes
me torno cada vez mais renitente.

Alguém que abandonou em cada buraco um pedaço
para dividir com o mundo o que nem para si tinha
e demorou-se em sonhos, trazendo somente fracasso
apreendendo que sempre procurou estar sozinha.

Me arrasto do corpo que me foi dado
vago por aí, com o que sobrou de minha alma esvaecida
nessa alegria paranóica, deixada à proprio fado
em meio a escuridão procurando uma saída.


E vestida de palavras torpes
me torno cada vez mais resistente.

Procurando lugar numa existência desvairada
furtada, inventiva e incompreendida
não me importo em viver em histería desamparada
por não saber usar minha sorte desmedida.

E afogada em ilusões torpes
me torno cada vez mais insistente.

__

3 Reações adversas:

  1. Oi, achei seu blog em alguma comunidade do orkut e achei muito legal!
    Vc escreve perfeitamente bem! Parabéns

    ^^

    BjOoo

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  2. A propósito... se morasse mais perto da minha cidade, eu montava a tal banda de Death Metal ctg.

    huahuahuahua

    Inté

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  3. poema singular!
    grato pelo elogio...
    tb de hoje em diante sigo teu blog.
    me agrada quem não se rende à "normalidade" que este mundo quer impor... me agrada muito.

    sutil abraço

    Davi

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