
Eu tenho ódio, eu salvo vidas, eu grito a razão
Eu tenho nojo, eu tenho alma, eu não acredito em emoção
Minha pele é fria, minhas lagrimas ardem, meu abraço é candente
Minha cabeça dói, meus olhos não cintilam, minha voz é demente.
Eu quero tudo, eu quero o nada, não quero morrer
Eu quero o sempre, eu quero o nunca, não quero viver
Quero deitar no asfalto, quero um muro alto, quero proteção
Quero rolar na lama, quero sangue e drama, quero lançar-me na imensidão.
Eu grito no vácuo, tenho convulsões de alegria, eu não sei sorrir
Meu beijo não tem medo, minhas cicatrizes pedem segredo, eu não sei mentir
Minha dor é aconchegante, minha assepsia é repugnante, não tenho vaidade
Minha morbidez conforta, meu ceticismo me controla, meu corpo não tem iniquidade.
Meus nervos são homicidas, minha medula tem veneno, tenho constantes delírios
Meus músculos são frágeis, minhas garras devastam a pele, meus afetos são meus martírios
Meu caminhar não é estável, nunca tive equilíbrio, minhas palavras não coerem
Tenho medo do lirismo, tenho raiva da felicidade, minhas fantasias me ferem.







"Tenho medo do lirismo, tenho raiva da felicidade, minhas fantasias me ferem."
ResponderExcluiradorei este poema, talvez eu fique repetitivo daqui em diante, tenho certeza q vou adorar tudo q vc postar aqui... rsrs
não sei comentar boa poesia, sei só dizer se gosto ou não... mas aqui gostar não é o bastante!
é muito sutil a forma que vc usa,às vezes até violentamente encantadora, bom, dá gosto de ler, dá vontade de voltar, aí... volto!
Davi