
Vou enterrar os restos da mágoa em vão
Que apodrentam amenamente em mim
Dopar-me na bonança da razão
Aparentar minha efêmera felicidade assim.
Amar cada ser apelidado de humano
Fundir-me em libido encenada
Intoxicar-me do que dizem não causar dano
Ser constante, terna e limitada.
Minha alegria em existir, arte fútil
Meu pensamento histérico, desígnio inútil
Seria nauseante viver assim.
Minha cólera coagulada
Minha amargura desperdiçada
Por arriscar converter o que perece em mim.







É muita força em um soneto só!!!
ResponderExcluirSério, sem rasgação de seda nem outro tipo similar, mas não sei dizer... adoro o que você escreve!
São tantas as aflições humanas, tantas desumanas causas. Quem pode dizer que o fim não foi ontem? ou que será amanhã? talvez nem exista um fim
até mais