sexta-feira, 17 de julho de 2009

Poem 10/2009


Funeral do Desagradável

Vou enterrar os restos da mágoa em vão
Que apodrentam amenamente em mim
Dopar-me na bonança da razão
Aparentar minha efêmera felicidade assim.

Amar cada ser apelidado de humano
Fundir-me em libido encenada
Intoxicar-me do que dizem não causar dano
Ser constante, terna e limitada.

Minha alegria em existir, arte fútil
Meu pensamento histérico, desígnio inútil
Seria nauseante viver assim.

Minha cólera coagulada
Minha amargura desperdiçada
Por arriscar converter o que perece em mim.

1 Reações adversas:

  1. É muita força em um soneto só!!!
    Sério, sem rasgação de seda nem outro tipo similar, mas não sei dizer... adoro o que você escreve!

    São tantas as aflições humanas, tantas desumanas causas. Quem pode dizer que o fim não foi ontem? ou que será amanhã? talvez nem exista um fim

    até mais

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