domingo, 19 de julho de 2009

Poem 11/2009


Teus Olhos

Teus olhos não são os restos donde eu me afundava
Onde nada mais via senão tua alma em tormenta
Teu olhar hoje é arma, não mais o que sua vida ansiava
É apenas o espelho da luxúria da qual se sustenta.

Aquele teu olhar que do mundo se escondia
Hoje caça, tornou-se insípida perdição
O crédulo olhar que não tinha sequer noção do que via
Hoje usurpa e devasta facilmente um coração.

Lindos olhos que mal sabem camuflar teu medo
Fendas dum espírito que se trancou tão cedo
Que se entrega a uma estúpida vaidade.

Lindos olhos que há tanto tempo não via
Com os quais pensei que jamais me decepcionaria
E hoje ainda me atormentam em saudade.

8 Reações adversas:

  1. Meu Deus,esse soneto foi pra mim neh *-*
    "Lindos olhos que mal sabem camuflar teu medo"..morri lendo hauhauha xDDD

    Me identifico tanto com as suas palavras vc nem tem noção...
    Beejinhus!

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  2. Cara, não tem como não repetir: vc escreve muito bem! Gosto muuito da sua forma de escrever!!

    Adorei esse também!
    Bjss
    ^^

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  3. Não sei o que dizer, me reconheço tanto em teus versos, eu facilmente usarias estas palavras, essas rimas, até os sentimentos, isso pode parecer pretenção, talvez seja, rsrsrss
    muito bom teu soneto!!!

    abraço

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  4. Muito lindo e repleto de prazeres que fazem qualquer um delirar ao ler.
    Parabéns.
    Beijinhos.

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  5. ouf

    concordo que escreves muito bem!
    abraços,

    Gustavo

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  6. adorei as rimas que se iam incaixando ao longo da leitura.
    eu tenho muito gosto por escritas assim pareçe-me que tem mais vida.

    Muito bom!!

    beijos enormes!

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