segunda-feira, 28 de setembro de 2009


Distração

Doces brincadeiras de copos tensos
Olhares límpidos, á insignificância, dissipados
Beijos arremessados ao acaso, tão densos
Um acanhado purgatório para renunciados.

No chão grudento a cama dos ebriamente imaculados, detestáveis
Uma feliz estadia de autonegligencia
No vomito aguado o grito dos incontestáveis
No sono violentado o trégua da evanescência.

Tudo tão sereno e alucinante
Apenas dançam como crianças ao espernear
Tão sutilmente inebriante
Dissipa a histeria de almas que convulsionam ao pensar.

E que acabe ali tua angústia, teu amor
Que o veneno seja o soro para quem não sorriu
E que ao voltar para o mundo cheirando a álcool e dor
Faça-o recordar o que de mais deteriorado pariu.







Ps: Desculpem o sumiço ... mas são tantas coisas ao mesmo tempo pra incomodar que mais pareço uma analfabeta do semiárrido, impossível escrever algo assim ...
Mas acho que estou de volta ... [não tão bem como gostaria...mas]

6 Reações adversas:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Diferente e impactante!!
    o que mais poderia se esperar de tão grande talento?!!

    adorei!

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  3. Vc é magnífica em talento e te admiro por demais como pessoa.
    Incrível e intensa.
    bjs.

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  4. Selo te esperando lá no meu blogggggg, amiga!

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  5. Vejo que teu estilo se tornou mais robusto com o tempo, negra rosa de jardim sem grades. Me alegra que tenhas voltado, às vezes o asilo é necessário para que a mente enlouqueça novamente. Passe lá pelo "Instável Letargia", setiveres tempo.

    Saudações do pierrot.

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  6. Belíssimo blog! Poema perfeito!
    Adoro o estilo... obscuro como o meu!

    Sigo com certeza! ^^

    Beijos sangrentos da vampira Laysha.

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